Águeda, Aveiro, 18 de Julho de 2024

Águeda: Credores aprovam liquidação da Miralago, dona das bicicletas Órbita

12 de Dezembro 2019

O tribunal declarou a extinção da atividade da insolvente que estava sem atividade fabril há quase oito meses, após a rescisão de contratos por parte de meia centena de trabalhadores.

A advogada da Miralago chegou a informar que havia um acordo assinado com “um fundo de investimento asiático” que estava disposto a injetar mais de 1,5 milhões de euros no capital da empresa, apelando para que os credores viabilizem a sua recuperação, através de um plano a apresentar posteriormente.

“Há um investidor muito credível e sério. Continuamos a acreditar na viabilidade económica da empresa que tem um potencial enorme”, disse a advogada Maria Manuela Candal, sem conseguir, no entanto, convencer os credores.

Dos credores presentes no Tribunal, apenas quatro votaram a favor da recuperação, incluindo a Segurança Social e às Finanças.

O administrador de insolvência defendeu a liquidação da empresa, considerando que essa era a melhor solução para os credores.

“Os credores têm o poder de desligar a máquina. Deixem-na morrer com dignidade, dando lugar a outras empresas”, disse.

O administrador judicial informou ainda que avançou com a resolução de vários negócios realizados este ano por alguns credores que, “com o apoio da administração, compraram vários bens da empresa para fazer encontros de contas”.

Na anterior sessão, o administrador já se tinha referido à alienação de património da empresa por valores “perfeitamente ridículos”, apontando como exemplos os casos da linha de fabrico de selins, que “custou mais de 200 mil euros e foi vendida por 4.500 euros”, e da linha de zincagem que “foi vendida para a sucata”.

Miralago apresentou-se ao processo especial de revitalização (PER) no início de maio no Tribunal de Aveiro.

No total há quase 300 credores que reclamam dívidas de 9,5 milhões de euros.

Os maiores credores são os bancos aos quais a empresa deve quase seis milhões. Destaque para os 3,2 milhões exigidos pelo Santander e para os dois milhões do Banco de Negócios Internacional. O fisco reclama 85 mil euros, a Segurança Social quase meio milhão de euros e o IAPMEI um pouco mais de 414 mil euros.

Lusa


Todos os direitos reservados • Rádio Soberania - Águeda

Rua José Sucena nº120, 3º andar Águeda, Aveiro, Portugal

Powered by DIGITAL RM