A área ardida em Portugal desde o início do ano é cerca de quatro vezes inferior à registada no mesmo período de 2025, mas o número de incêndios florestais aumentou 13%, ultrapassando as 6 500 ocorrências.
De acordo com o portal do Sistema de Gestão Integrada dos Fogos Rurais (SGIFR), gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), entre 1 de Janeiro e 18 de Agosto foram registados 6 572 incêndios, responsáveis pela destruição de 60 572 hectares de mato e floresta. Em área ardida, 2026 é o quinto pior ano da última década, atrás de 2017, 2025, 2016 e 2022. Em número de incêndios, é o sexto pior ano do mesmo período. Os dados mostram ainda uma inversão de tendência de redução do número de ocorrências registada desde 2022, com 2026 a contabilizar o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Em igual período de 2025, tinham sido registados 5 824 incêndios, que consumiram 245 760 hectares, mais do que quatro vezes a área ardida este ano.
Por regiões, o Norte concentra a maior área ardida, com 34 929 hectares, seguindo-se o Centro, com 20 452 hectares, e o Alentejo com 3 335 hectares. O Norte regista igualmente o maior número de incêndios, com 3 422 ocorrências, à frente do Centro, com 1 177, e de Lisboa e Vale do Tejo, com 1 006.
De acordo com os dados, a maioria dos incêndios investigados este ano tiveram como principais causas o uso do fogo, acidental e incendiarismo. O SGIFR indica ainda que mais de metade dos incêndios e da área ardida ocorreram em dias com risco de incêndio moderado ou baixo.
Fonte: Campeão das Províncias