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Arouca: Homem confessa atirar machado contra mulher mas nega intenção de matar

26 de Outubro 2021

Um homem de 55 anos acusado do homicídio da mulher em Arouca confessou hoje no início do julgamento ter atirado um machado contra a esposa, mas negou ter tido intenção de a matar.

“Perdi a cabeça. Estava tresloucado. Tinha o machado na mão e mandei”, afirmou o homem, durante a primeira sessão do julgamento, que começou esta manhã no Tribunal da Feira e à qual estão a assistir vários familiares da vítima envergando uma camisola com a sua imagem.

O arguido negou ainda ter insultado e agredido a esposa em diversas situações ocorridas anteriormente, como refere a acusação do Ministério Público (MP), afirmando que ele é que era agredido por causa dos ciúmes que ela sentiria.

O crime ocorreu em 20 de dezembro de 2020, numa altura em que o arguido e a vítima, que estavam emigrados em França, já se encontravam separados, vivendo em casas diferentes.

Segundo a acusação do MP, o casal de emigrantes decidiu passar o Natal em Portugal na companhia dos filhos, ficando ambos alojados na sua residência em Arouca.

O MP refere que, após uma discussão com a ofendida, por pensar que aquela mantinha relacionamentos extraconjugais, o arguido foi buscar um machado ao exterior da habitação e desferiu-lhe um golpe na cabeça.

De seguida, fugiu do local no seu carro, mas despistou-se, tendo-se dirigido a pé até casa de uma irmã a quem contou o sucedido pedindo para ela chamar a GNR.

A vítima foi transportada em estado grave para o Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, tendo acabado por morrer a 01 de janeiro de 2021, na sequência dos ferimentos.

Antes deste episódio, o homem, que se encontra em prisão preventiva, já teria agredido várias vezes a mulher, que chegou a apresentar uma queixa em agosto de 2020, tendo sido proferido um despacho de acusação imputando ao arguido a prática de um crime de violência doméstica.

Durante as discussões, que segundo o MP ocorriam frequentemente, o arguido partia objetos, agredia a ofendida com murros, pontapés e empurrões, tendo chegado a tentar asfixiá-la com uma almofada e apertado o pescoço com as mãos.

Lusa


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