A Junta de Freguesia de Aradas foi hoje galardoada com a bandeira de Mérito Social pela ANGES – Associação Nacional de Gerontologia Social pelo trabalho “incansável e exaustivo” feito desde 2018 no apoio ao bem-estar social, não só os destinados à população mais idosa, como a todas as associações locais e a todas as crianças residentes na freguesia.
De acordo com a ANGES, o galardão, que também foi entregue à Câmara Municipal de Aveiro e à Junta de Freguesia de Cacia, foi criado em 2022, e é hoje um dos mais prestigiantes galardões atribuídos em Portugal. De acordo com o regulamento é atribuída por proposta do Conselho Consultivo da ANGES, a organizações que promovam o bem-estar social, o desenvolvimento social e tenham nas suas práticas intervenções que visem menorizar a vulnerabilidade, a pobreza e o estado de necessidade de indivíduos ou comunidades. Pode ser também atribuída por decisão da Direção da ANGES, a organizações que de forma altruísta e desinteressada colaborem na persecução dos fins da Associação Nacional de Gerontologia Social.
Para Catarina Barreto, presidente da Junta de Freguesia de Aradas, que recebeu a bandeira numa cerimónia que contou com o presidente do júri, Juan José Fernandéz Muñoz, da Universidade Rey Juan Carlos, de Madrid, este galardão, não é o fim de um projeto, mas sim o seu início.
“Este prémio não pode ser visto como um fim em si mesmo. É, antes, um sinal de que o poder local, quando bem orientado, consegue gerar impacto mensurável na qualidade de vida das pessoas. Mas também reforça a responsabilidade de continuar a aprofundar este caminho, com maior exigência, maior escala e maior capacidade de resposta”, assume a autarca. Para além disso, o galardão premeia uma política feita de pessoas, para as pessoas. Todas, sem exceção: “Este reconhecimento valida uma linha de atuação assente em três eixos: proximidade, parceria e capacitação. Proximidade, porque conhecemos o território e atuamos diretamente sobre os problemas; parceria, porque trabalhamos com instituições credíveis e com as associações locais; e capacitação, porque privilegiamos respostas que criam autonomia e não dependência”.
“O caminho faz-se caminhando. E como tal, este é um prémio que importa manter e reforçar, com obra já feita e por fazer nos próximos anos: Desde 2018, assumimos que uma freguesia não pode limitar-se à gestão corrente. Tem de ser um agente ativo na resposta às necessidades reais da população. É, portanto, esse o nosso compromisso de futuro: investir de forma consistente na coesão social, no associativismo e na proximidade às pessoas”.
Este galardão foi entregue a 144 entidades, entre câmaras municipais, juntas de freguesia e IPSS, num universo de 733 candidaturas.