Águeda, Aveiro, 24 de Fevereiro de 2026

Câmara de Águeda prepara intervenção na margem esquerda do Rio Águeda

24 de Fevereiro 2026

A Câmara Municipal de Águeda realizou hoje uma reunião de trabalho com o Prof. Saldanha Matos, especialista em hidráulica e recursos hídricos, com o objetivo de dar início a uma primeira abordagem técnica sobre as soluções a adotar na margem esquerda do Rio Águeda, onde continuam a verificar-se situações de inundação, nomeadamente em campos agrícolas, na zona do Sardão e em algumas áreas habitacionais.

Esta reunião enquadra-se na estratégia municipal de mitigação do risco de cheias e surge na sequência dos resultados alcançados com o Plano Geral de Drenagem implementado na margem direita da cidade e que também foi “desenhado” pelo especialista responsável pela Hidra, Hidráulica e Ambiente Lda.

As recentes cheias que afetaram várias regiões do país constituíram um teste exigente às infraestruturas existentes em Águeda (compostas por duas estações elevatórias, centrais de bombagem, muros e válvulas). O sistema de drenagem e proteção instalado na margem direita revelou-se “plenamente operacional, garantindo a proteção do centro urbano, assegurando a continuidade da atividade comercial e proporcionando maior tranquilidade à população”.

“O que aconteceu nas últimas cheias demonstrou, de forma clara, que o investimento realizado na margem direita foi decisivo. O sistema funcionou, protegeu o centro da cidade e permitiu que o comércio mantivesse a sua atividade sem interrupções”, afirmou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda.

O Edil sublinhou ainda que o desafio agora é completar esta estratégia. “Temos hoje a prova de que o caminho seguido foi o correto. Mas o problema das cheias é sistémico e exige uma resposta integrada para que Águeda fique resolvida no que diz respeito ao risco de cheias”, declarou.

A intervenção na margem esquerda deverá seguir uma lógica semelhante à adotada na margem direita, adaptando as soluções técnicas às especificidades do território, de forma a mitigar o impacto das inundações nas zonas agrícolas, na zona do Sardão e nas áreas habitacionais mais vulneráveis.

“Não podemos ficar satisfeitos enquanto houver zonas expostas a este risco. Tal como fizemos na margem direita, queremos estudar, planear e executar soluções estruturais que garantam segurança às pessoas, às atividades económicas e ao território como um todo”, acrescentou Jorge Almeida.

A reunião de hoje “marca o início de um novo ciclo de trabalho técnico e estratégico, com vista à definição das melhores soluções para assegurar uma resposta estrutural e ampla ao problema das cheias em Águeda”.


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