A Câmara Municipal de Cantanhede é favorável à adopção do eixo 5 para a linha ferroviária de alta velocidade entre Porto e Lisboa, por considerar que é o trajecto mais favorável para o concelho.
Esta tomada de posição foi aprovada, por unanimidade, uma vez que “qualquer das outras soluções teriam impacto muito negativo no seu território, que de resto já é atravessado, numa grande extensão, pela A1, com todas as condicionantes que daí decorrem, a vários níveis”, refere o Município de Cantanhede. A Câmara Municipal considera “demasiado penalizante” ter duas infra-estruturas de transportes “tão marcantes” na parte nascente do concelho.
“O efeito conjugado de uma com a outra tenderia a exponenciar os efeitos nefastos ao nível ambiental, sem esquecer as irremediáveis alterações que provocaria numa estrutura agrária absolutamente consolidada como uma das zonas mais produtivas da região”, sublinha.
No que diz respeito aos traçados do eixo 4 e variante Anadia/Oliveira do Bairro, o parecer que sustenta a opinião da autarquia alerta para a circunstância de ambos os traçados criarem no concelho de Cantanhede “diversas situações de interrupção e corte de caminhos vicinais públicos nas freguesias de Bolho, Murtede e Cordinhã, para os quais não se encontra contemplada a alternativa de continuidade, o que iria com certeza provocar problemas de acessibilidade a prédios agrícolas e florestais, retirando assim direitos aos proprietários”.
Ainda no caso no eixo 4, a Câmara aponta, de acordo com a mesma nota, a proximidade do percurso previsto a áreas urbanas consolidadas e respectivas habitações na freguesia de Murtede, enquanto no que respeita ao eixo variante Anadia/Oliveira do Bairro é sublinhada “a invasão do traçado a rasgar o tecido urbano das localidades do Bolho e Casal do Bolho, o que provocaria um forte impacto negativo nas duas comunidades, com repercussões graves do ponto de vista ambiental, económico e social”.
Considerando os traçados apresentados e numa perspectiva economicista, entende-se que o traçado do eixo 5 é o mais favorável. Este eixo é a hipótese que torna a linha ferroviária de alta velocidade “mais directa, de menor extensão, poupando ainda ao nível da quantidade e extensão de obras de arte (pontes) a construir”, concluiu o Município.
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