Águeda, Aveiro, 18 de Maio de 2024

José Cid, Paulo de Carvalho, Black Mamba e Raminhos no cineteatro Messias

3 de Dezembro 2019

José Cid, Paulo de Carvalho, Rui Massena, Fernando Mendes, Black Mamba e António Raminhos são as principais apostas do Cineteatro Messias para o 1º semestre de 2020. Para assinalar o 70º aniversário deste espaço municipal de cultura, será inaugurada, em Janeiro, uma exposição comemorativa e oferecido ao público dois espectáculos de variedades, um deles uma revista à portuguesa com o actor Carlos Areias.

O Cineteatro Messias inicia 2020 com a comemoração dos seus 70 anos.

No dia 17 de Janeiro, logo a abrir o fim de semana, António Raminhos, que o ano passado esgotou duas sessões no Messias, regressa com o seu novo espectáculo de stand-up: “O sentido das Coisas…e isso”, uma viagem entre o humor e a busca da resposta à dúvida “porque é que estamos aqui…”.

No dia 18, sábado o palco será dado a artistas e colectividades do concelho. O espectáculo “70 anos do Messias” conta com música, dança e teatro com PAMA, Escola de Samba Sócios da Mangueira, Oficina de Teatro do Cértima, Grupo Cénico de Santa Cristina, Companhia de Teatro Caixa de Palco, Ballet do Hóquei Clube da Mealhada, Filarmónica Lyra Barcoucense e Filarmónica Pampilhosense, com o seu grupo Dixie. Este espectáculo, que terá início às 21h30, será gratuito e terá apresentação de Eladio Climaco, reputado apresentador de televisão (RTP), conhecido de todos os portugueses desde os tempos dos Jogos sem Fronteiras e dos festivais RTP da Canção e da Eurovisão.

Ainda antes do espectáculo, pelas 21h, será inaugurada uma exposição que procura retratar este percurso de 70 anos do cineteatro.

A proposta para a tarde de domingo, dia 19 de Janeiro, é de teatro e comédia. O Messias convida a população a rir  com a revista à portuguesa “Quero ir pra ilha”, que comemora os 50 anos de carreira do actor Carlos Areias, que ficou celebrizado por usar esta frase numa série de televisão. Este espectáculo será também de entrada gratuita.

Em Fevereiro, o destaque vai para a música. Dia 8, às 21h30, subirá ao palco do Messias o projecto “The Black Mamba”, num dos últimos espectáculos da sua digressão “Good Times Tour”. A banda irá, tal como no início, apresentar-se em trio e focar-se nos temas que compunham o alinhamento dos seus primeiros concertos, com originais e versões que interpretavam habitualmente na altura da sua formação, num verdadeiro regresso às origens. A 22 de Fevereiro, Rui Massena, maestro, compositor, virtuoso pianista que tem esgotado salas por todo o país, actua no Messias.

Segue-se, no dia 8 de Marco, domingo, às 21h, José Cid, vencedor de um Grammy Latino de Excelência Musical, para um espectáculo para todos os presentes e com uma vertente de solidariedade já que toda a receita reverterá para as duas corporações de bombeiros existentes no município, Mealhada e Pampilhosa. O cantor passará em revista os sucessos da sua carreira. Desde a “Lenda de El Rei D. Sebastião”, dos anos 60, ao álbum “Vinte Anos”, que no início da década de 70 se tornaria um dos maiores êxitos de sempre da sua carreira, com mais de 100 mil cópias vendidas. Desde esse início aos dias de hoje, José Cid foi coleccionando êxitos como “Verdes Trigais Em Flor”, “Portuguesa Bonita”, “Na cabana” ou “Cai Neve em Nova York”. Nesta noite, José Cid convidará Mário Mata, cantautor, com temas bem populares e conhecidos da música portuguesa como “Faz-te à vida”, “Somos portugueses”, “Há dias de manhã”, “Sou do contra”, “Vamos lá falar”, e – está claro – “Não há nada p’ra ninguém”! Este concerto tem a particularidade de ser solidário para com as corporações de bombeiros do município.

Neste mesmo mês, a 28 de Março, há ainda espaço para o teatro infantil, uma área que foi introduzida na programação do Cineteatro Messias em 2019 e que se tem revelado de grande sucesso. A história, trazida pela Plateia D’Emoções, é a do “Capuchino Vermelho”, mas numa versão diferente.

Abril, mês em que se irá comemorar o 46º aniversário da “Revolução dos Cravos”, será o mês de um grande senhor da música portuguesa subir ao palco do Cineteatro Messias. Paulo de Carvalho, designado como “a voz”, sobe ao palco para revisitar temas bem conhecidos do público como “E Depois do Adeus” (senha do 25 de Abril de 1974), “Gostava de Vos Ver Aqui”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “Dez Anos”, “Prelúdio (Mãe Negra)”, “Um Beijo à Lua” , “Os Meninos de Huambo” , “ Lisboa Menina e Moça” ou “Os Putos” , entre tantos outros.

Em Maio volta a boa disposição, com Fernando Mendes. O actor regressará, no dia 23, com o espectáculo “Insónia”, uma comédia que brinca com questões sérias, em que se assiste a uma hilariante crise interior de Custódio, um homem que se encontra à beira do divórcio e cuja mulher, Sónia, esgotou de vez a sua paciência para com um marido que é cada vez mais um falhado e um tipo sem rumo ou grandes objectivos de vida para além de comer, beber e dormir.

A programação para este primeiro semestre será também enriquecida com as produções dos vários grupos de teatro, músicos e outros projectos locais, mantendo-se a política de casa aberta aos artistas concelhios.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, referiu a versatilidade da programação. “Temos do humor, que tanto nos faz rir, à música, com grandes vozes como José Cid e Paulo de Carvalho, a uma noite muito especial de música clássica, com Rui Massena”.

Entre Janeiro e Junho de 2020, estarão patentes ao público, no 1º andar do Cineteatro Messias, com entradas sempre gratuitas, a exposição comemorativa do 70º aniversário do Messias e uma mostra sobre as freguesias do concelho da Mealhada, que foi facultada ao Município, durante o período de um ano, pela Fundação Luso.

O presidente da autarquia sublinhou ainda as parcerias com o restaurante Rei dos Leitões, com o Grande Hotel do Luso e a Sociedade de Água de Luso. “Tem sido parceiros magníficos que nos permitem ir mais longe no que estamos a fazer. Os seus responsáveis são pessoas que vêm o nosso trabalho e o sentem como seu também – pelas visitas que vão tendo de turistas nas suas casas – e nos têm respondido afirmativamente quando outros não o fazem”, afirmou Rui Marqueiro.

António Paulo Rodrigues, do Rei dos Leitões, e Ricardo Lopes, do Grande Hotel de Luso, sublinharam o acréscimo que um programa cultural significa para a Mealhada e para os agentes económicos locais. “É notório o aumento do fluxo de clientes nos dias de grandes espectáculos e nota-se que a Mealhada começa a estar no mapa com este tipo de mais-valias para além das que tem naturalmente”, afirmou António Paulo Rodrigues.


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