Águeda, Aveiro, 20 de Julho de 2024

Mulher acusada de tentar atear incêndio em Sever do Vouga nega crime

9 de Março 2021

“Eu não acendi nenhum fogo. É tudo mentira. Isso é de quem me quer mal”, disse a arguida, durante a primeira sessão do julgamento.

Perante o coletivo de juízes, a mulher, que vive sozinha a cerca de 350 metros do local onde ocorreram os factos, contou que faltou a água e saiu de casa à procura do cano, para ver se tinha alguma rotura.

A arguida adiantou ainda que levou consigo uma caixa de fósforos, porque já era de noite e via mal, mas negou ter tentado atear qualquer fogo, como descreve a acusação.

A mulher, que está acusada de um crime de incêndio florestal agravado, na forma tentada, acabou por ser detida nesse mesmo dia, à noite, pela Polícia Judiciária (PJ), e ficou em prisão preventiva, tendo mais tarde passado para prisão domiciliária.

Aquando da detenção, a PJ afirmou que a arguida teria atuado “num quadro grave de alcoolismo e com propensão para a repetição do comportamento incendiário”, não tendo sido possível determinar qualquer motivação racional ou explicação plausível para a prática dos factos em investigação.

Os factos ocorreram por volta da 01:00, do dia 07 de agosto, numa altura em que o país estava em situação de alerta devido ao risco “muito elevado” de incêndio.

O Ministério Público (MP) diz que a arguida, que é descrita como sendo uma pessoa “instável psicologicamente e consumidora habitual de bebidas alcoólicas em excesso”, dirigiu-se ao lugar de Ribeirada para propagar fogo a um povoamento florestal misto de grandes dimensões, composto por pinheiros, eucaliptos e carvalhos.

Segundo a acusação, a mulher pegou fogo a combustíveis finos que existiam no local, utilizando um fósforo, tendo sido surpreendida por um automobilista que passou por ali, naquela altura, e viu a labareda a arder.


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