Águeda, Aveiro, 23 de Fevereiro de 2024

Música,cinema,teatro,dança e artes digitais na “rentrée” do Teatro Aveirense

31 de Agosto 2020

O retomar das atividades no Teatro Aveirense acontece ainda em agosto, com a apresentação da bienal Aveiro_Síntese, dedicada à música eletroacústica. São dez concertos em vários espaços da cidade, entre 27 de agosto e 20 de setembro, trazendo autores e obras de referência neste campo artístico, no que se incluem Luigi Nono, Steve Reich, Ludger Brümmer, Natasha Barrett e a atuações da orquestra XXI e do ars ad hoc, entre outros exemplos. Esta é uma iniciativa promovida em parceria com a associação Arte no Tempo.

Já em setembro, regressam as habituais sessões de cinema Os Filmes das Nossas Terças, este mês com a exibição dos filmes Adam, de Maryam Touzani (dia 8), Fellini 8 ½, de Federico Fellini (dia 15), Ordem Moral, de Mário Barroso (dia 22) e O Paraíso, Provavelmente, de Elia Suleiman (dia 29). Duas destas sessões serão acompanhadas do lançamento de livros. A saber, “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte”, de Anabela Branco de Oliveira (no dia 8) e “Viagens Pelo Éter, um cinema após 2008” (no dia 29).

No dia 10 de setembro dá-se o regresso das Novas Quintas, outro ciclo do Teatro Aveirense, neste caso dedicado à música. Traz ao palco Pedro de Tróia, o ex-vocalista da banda Capitães da Areia, que acaba de se estrear a solo com o álbum Depois Logo se Vê.

Logo a seguir, na sexta-feira 11 e no sábado 12, o Teatro Aveirense expõe duas instalações de artes digitais, numa iniciativa com o selo do programa Criatech – Criatividade Digital e Tecnologia. Na caixa de palco estará Friction, do Openfield Creative Lab, uma instalação/instrumento audiovisual interativo onde os visitantes, através de gestos, manipulam imagens e som em tempo real. No Salão Nobre estará Off-Synthesis, do coletivo Summary, uma síntese da história da arquitetura modular e pré-fabricada através de imagens e modelos 3D manipuláveis. Foi uma peça exposta virtualmente no Criatech Online e que aqui ganha uma dimensão orgânica. Estas apresentações são complementadas por duas performances musicais de Hugo Branco, nos dias 11 e 12 às 22h.

Para o dia 17 fica marcado um espetáculo de dança de Mafalda Deville, intitulado Mama, criado a partir de uma investigação sobre os conflitos emocionais e sociais da maternidade juvenil. No final da apresentação haverá uma conversa com a coreógrafa e intérprete. Esta iniciativa resulta de uma parceria do Teatro Aveirense com a Companhia Instável e o seu programa Palcos Instáveis – Segunda Casa.

No dia 18 de setembro dá-se o regresso de Pedro Tochas ao Teatro Aveirense. Desta vez, o humorista traz “Um Serão com Pedro Tochas”, misturando os registos de contador de histórias com malabarismo, passando pelo teatro físico e de rua, a que se juntam elementos de stand-up comedy. Em resumo, uma viagem pelo alucinado mundo de Pedro Tochas.

Para 26 de setembro está reservado um dos grandes momentos da rentrée do Teatro Aveirense. Trata-se da estreia, em coprodução, de Ode Marítima, da Companhia João Garcia Miguel, um espetáculo que tem por base a obra de Fernando Pessoa e conta com a participação do coletivo musical Danças Ocultas. Um só ator, acompanhado de quatro músicos, será o material humano a partir do qual se construirá a peça. O som, a luz e a espacialização cénica – e a eterna ironia – serão os elementos desta encenação sobre os quais incidirão os cuidados e as atenções sempre intensificados dentro das linhas de pesquisa e experimentação que o percurso da companhia vem percorrendo.

O mês de setembro inclui ainda, no dia 27, uma nova sessão do ciclo À Boca de Cena, que propõe a leitura partilhada de textos dramáticos, numa parceria do Teatro Aveirense com o GrETUA. Esta sessão integra a celebração do centenário do nascimento de Vasco Branco, sendo proposta a leitura de um texto deste autor e tendo como convidada Rosa Alice Branco.


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