A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) alertou para o aumento do risco de afogamento nos próximos dias. Em causa está a subida prevista das temperaturas que leva as pessoas a procurar rios, barragens, lagoas, praias e piscinas para se refrescarem, potenciando o risco de acidentes, sobretudo, em locais não vigiados.
Para evitar que tal aconteça, a FEPONS recomenda a população a escolher sempre zonas vigiadas, a evitar rios, barragens e locais desconhecidos e/ou sem vigilância, a entrar na água na companhia de outra pessoa e a não consumir álcool antes dos mergulhos. Aconselha ainda a manter as crianças “sempre à distância de um braço”.
Apelando a que a prevenção comece antes da entrada na água, a federação alerta que o calor extremo é um factor de risco para o afogamento, dando o exemplo de França que, nesta onda de calor que está a atravessar, já contabilizou 50 mortes por essa causa.
A FEPONS pede, assim, às entidades públicas que integrem o risco de afogamento nas mensagens de protecção da população durante períodos de calor extremo, lembrando que está previsto um período de tempo muito quente e seco em Portugal Continental, com temperaturas a chegar aos 43 graus em algumas regiões.
Dados divulgados, recentemente, pela federação indicam que 57 pessoas morreram afogadas, em Portugal, até 31 de Maio, um valor semelhante ao registado no mesmo período de 2024 (58 mortes). Esse terá sido o pior período homólogo desde o início do Observatório do Afogamento da FEPONS, em 2017.
Fonte: Campeão das Províncias