Águeda, Aveiro, 14 de Março de 2026

Portugal soma 2.100 empresas gazela que geram mais de 5.500 milhões de euros

15 de Janeiro 2026

Portugal conta actualmente com cerca de 2.100 empresas gazela, segundo dados do Insight View divulgados pela Iberinform. Apesar de representarem uma fracção reduzida do tecido empresarial nacional, estas empresas assumem um papel relevante na criação de emprego, na dinamização económica e na promoção da inovação.

As empresas gazela são organizações jovens, com menos de cinco anos de actividade, que criaram pelo menos dez postos de trabalho e registaram um crescimento médio anual superior a 20% ao longo dos últimos três anos, seja ao nível do volume de negócios ou do número de trabalhadores.

Em conjunto, estas empresas geram mais de 71 mil empregos e, no exercício de 2024, atingiram um volume de negócios agregado de 5.597 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 37,7% face ao ano anterior. O número de empresas com este perfil aumentou de forma significativa, com mais 871 entidades do que em 2024, ano em que se contabilizavam 1.229 empresas gazela.

A análise sectorial revela uma maior concentração nas áreas da Construção e Imobiliário, que representam 25% do total, seguidas pela Hotelaria e Restauração (17,9%) e pela Consultoria (12,2%). Em conjunto, estes três sectores concentram mais de metade das empresas gazela identificadas (55,1%). No total, as actividades destas empresas distribuem-se por 339 categorias diferentes da Classificação das Actividades Económicas (CAE), destacando-se a construção de edifícios (15%) e os restaurantes tradicionais (10%). Ganham também relevo as actividades de consultoria para os negócios e a programação informática, ambas com cerca de 3%.

Do ponto de vista geográfico, a maior concentração verifica-se nos distritos de Lisboa (32%) e Porto (18%), seguindo-se Braga (9%), Setúbal (7%) e Faro (6%), o que confirma a forte ligação destas empresas aos principais centros urbanos e económicos do país.

Apesar do crescimento acelerado, os dados evidenciam alguns desafios ao nível da solidez financeira. De acordo com a Iberinform, 25% das empresas gazela apresentam um risco elevado de incumprimento, enquanto 29% registam um risco médio. Apenas 46% são classificadas como entidades de baixo risco.

No que respeita à forma jurídica, 53% das empresas gazela optaram pela constituição como sociedades por quotas, reflectindo a preferência por modelos que exigem um menor capital inicial. Em termos de dimensão, a grande maioria mantém-se no segmento das pequenas empresas (60%), sendo apenas 5% classificadas como médias empresas e menos de 1% a atingir a categoria de grandes empresas.

Fonte: Campeão das Províncias


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