Águeda, Aveiro, 8 de Outubro de 2026

Professores de férias ou de baixa convocados para corrigir exames

28 de Julho 2026

O próximo ano lectivo poderá começar uma semana mais tarde para os alunos do ensino secundário. A possibilidade foi admitida pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na sequência dos problemas registados no processo de classificação digital dos exames nacionais.

O eventual adiamento foi defendido pelos directores escolares depois de o Governo ter criado uma época especial de exames, em Setembro, destinada aos alunos prejudicados pelos constrangimentos ocorridos na correcção das provas.

Fernando Alexandre afastou, no entanto, qualquer alteração ao calendário dos alunos do ensino básico. Segundo o ministro, não faria sentido adiar o início das aulas entre o 1.º e o 9.º anos, uma vez que uma decisão desse género teria um impacto mais significativo na organização das famílias.

No caso do ensino secundário, o governante considera que o adiamento de uma semana seria mais fácil de gerir, por envolver jovens com maior autonomia. Defendeu ainda que a alteração permitiria aos professores regressar às escolas com maior disponibilidade, depois de um período marcado pela realização e classificação dos exames.

O ministro acrescentou que os dias de aulas poderiam ser recuperados posteriormente, não comprometendo o cumprimento do calendário lectivo.

As dificuldades no processo de classificação voltaram entretanto a revelar fragilidades no actual modelo de selecção dos professores classificadores. Na região de Lisboa, 111 docentes convocados para corrigir exames encontravam-se de férias ou de baixa médica e, por isso, não estavam disponíveis para desempenhar a tarefa.

A situação foi identificada no segundo dia de classificação dos exames nacionais do ensino secundário realizados na segunda fase. Para Fernando Alexandre, o caso demonstra que o actual sistema de escolha dos professores é «extremamente ineficiente» e terá de ser substituído por um novo modelo.

Apesar dos problemas detectados, o ministro garantiu que a correcção das provas está a decorrer de forma positiva. Todos os itens dos exames já foram distribuídos pelos classificadores e cerca de 20% das respostas encontravam-se corrigidas.

Fernando Alexandre anunciou igualmente que pretende pagar já em Agosto aos professores envolvidos no processo, recuperando a prática de remunerar os docentes pela classificação dos exames nacionais.

De acordo com o modelo divulgado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, cada resposta classificada será paga a um euro. Os professores receberão 12 euros por cada prova reapreciada e 10 euros pela classificação dos exames realizados em suporte físico, como acontece nas disciplinas de Geometria Descritiva e Desenho A.

Nos processos de reclamação, apresentados quando os alunos mantêm a discordância em relação à nota atribuída após a reapreciação, o pagamento será de 18 euros por cada prova classificada.

O ministro explicou que esta solução pretende cumprir o compromisso de remunerar os docentes que participaram no processo. O Governo deverá, ainda assim, apresentar posteriormente um novo modelo de pagamento, semelhante ao agora adoptado.

Fonte: Campeão das Províncias


Todos os direitos reservados • Rádio Soberania - Águeda

Rua José Sucena nº120, 3º andar Águeda, Aveiro, Portugal

Powered by DIGITAL RM