Os pedidos de reapreciação de notas dos exames nacionais do ensino secundário triplicaram face ao ano passado. De acordo com o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, “o ano passado, foram reapreciadas cerca de 6.200 provas da 1.ª fase, mas este ano já deram entrada mais de 20 mil pedidos de reapreciações”. Na sequência deste aumento está “o novo modelo de classificação”.
Este ano, pela primeira vez, as provas foram digitalizadas, sendo que os docentes apenas tiveram acesso a um dos itens dos exames, deixando de os classificar por completo. Segundo Fernando Alexandre, mais de 20 mil notas terminaram o ano lectivo em 0,4 valores, o que origina “uma tentação grande em pedir a reapreciação da prova”. Além disso, 2.400 alunos tiveram a classificação final de 9,4 valores, o que também motiva o pedido de reapreciação, uma vez que falta apenas uma décima para obterem aprovação.
“No ano passado não tínhamos praticamente nenhuma nota entre os 9 e os 9.5 valores, porque era um professor só a corrigir os exames. Agora, somamos as várias respostas que compõem o exame e cada classificador faz a classificação sem ter a visão global do exame, o que resulta numa avaliação mais objectiva”, sublinha o ministro. Nesse sentido, há mais notas a ficar a poucas décimas dos 9.5 valores.
Ainda de acordo com Fernando Alexandre, o número de pedidos de reapreciação poderá aumentar, já que está a decorrer o prazo dos alunos que tiveram acesso aos exames mais tarde. Na manhã de ontem (28), ainda havia “dezenas de estudantes” sem acesso às suas notas. Contudo, o ministro volta a garantir que “nenhum aluno será prejudicado” na candidatura ao ensino superior nem na conclusão do secundário.
Fonte: Campeão das Províncias