Águeda, Aveiro, 15 de Abril de 2024

Sindicato Independente dos Médicos alerta para sobrecarga no hospital de Leiria

20 de Fevereiro 2019

O Secretariado Regional do Centro do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) manifestou hoje preocupação com a sobrecarga do Hospital de Santo André, Leiria, que foi projectado para 250.000 utentes, mas que tem uma área de influência actual de 430.000.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o SIM alerta para a “situação dramática” em que se encontra o Hospital de Santo André (HSA), que pertence ao Centro Hospitalar de Leiria.

“O HSA foi projectado inicialmente para servir uma população de cerca de 250.000 utentes. Os sucessivos alargamentos na sua área de influência aos concelhos de Pombal, Alcobaça e mais recentemente de Ourém/Fátima aumentaram a população por ele assistida para cerca de 430.000 habitantes/utentes”, refere o sindicato.

O SIM diz ainda que este aumento não foi acompanhado de um “incremento no número de pessoal”, nem do “necessário e adequado reforço de dotações financeiras”.

Aliás, de acordo com o sindicato, “verificou-se a diminuição da capacidade assistencial e no encerramento de camas nos hospitais de Pombal e de Alcobaça, com sobrecarga sobre o HSA”.

O sindicato sublinha que o aumento do número de doentes foi sendo assegurado por “um número cada vez menor de médicos, que descontentes/exaustos pela sobrecarga de trabalho, não reconhecimento do seu esforço pelos órgãos de gestão competentes, assédio/perseguição laboral, optaram, em número crescente, por procurar melhores condições laborais noutros locais”.

Este problema está a reflectir-se na “qualidade do atendimento aos doentes”, acrescenta a nota.

O SIM frisa também que a “falta de médicos no HSA tem como consequência o não cumprimento do preenchimento das escalas médicas, de acordo com as normas vigentes”.

O Secretariado Regional do Centro enaltece o trabalho dos colegas do HSA e “manifesta toda a sua solidariedade e compreensão pelos alertas que sucessivamente têm feito chegar aos órgãos de gestão do HSA, seja verbalmente, através de cartas individuais de escusa de responsabilidade clínica (pelas condições de trabalho), seja pela demissão pouco publicitada dos chefes de equipa de urgência deste hospital público do Serviço Nacional de Saúde”.


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